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Funcionários do Banco do Brasil paralisam atividades em todo o País

Funcionários do Banco do Brasil paralisam atividades em todo o País
quarta-feira, 10/02/2021

Diversas agências do Banco do Brasil permaneceram fechadas nesta quarta-feira (10/02) em todo País. Os funcionários cruzaram os braços em protesto contra o plano de reestruturação do banco, que prevê 5 mil demissões, o fechamento de 112 agências, de 242 postos de atendimento e sete escritórios. Também ocorreram manifestações públicas nas ruas e Câmaras Municipais e distribuído material informativo à população.

“Tivemos ampla adesão dos funcionários do Banco do Brasil neste dia de paralisação em todo o País nesta quarta-feira. Os cofres do banco em São Paulo, Campinas e Brasília ficaram fechados. E a paralisação de hoje é apenas mais uma no calendário de greves do BB, contra a execução do plano de cortes de custos do banco. O desmonte promovido pelo governo prejudica não somente os trabalhadores, mas também os clientes, que têm o serviço precarizado. Aguardamos a direção do banco para negociar melhores condições de trabalho e respeito à população”, disse, o coordenador da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil), João Fukunaga.

“As mudanças afetam a vida dos funcionários que saem e dos que ficam, devido à sobrecarga de trabalho e possíveis transferências. Mas, também podem afetar toda a economia, principalmente das cidades que perderão agências e de toda a população, que terá o atendimento prejudicado. Não dá para o banco fazer uma reestruturação como essa sem conversar antes com as partes que serão afetadas”, completou.

O banco anunciou o pacote de reestruturação em janeiro e, desde então, funcionários e suas representações sindicais buscam, em vão, informações sobre o plano para evitar danos aos funcionários e todos os demais afetados. Diante da negação do banco em negociar, a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) solicitou a mediação do MPT ((Ministério Público do Trabalho), mas até ontem as negociações haviam sido infrutíferas.

Fonte: Contraf-CUT