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Americanas: para banqueiros fraude foi obra de quadrilha de empresários

Os banqueiros estão revoltados com o rombo de mais de R$ 45 bilhões nas Lojas Americanas, que já interfere em seus balanços, reduzindo um pouco os lucros bilionários das instituições financeiras.

Para os banqueiros, o trio Carlos Alberto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles, do 3G Capital, são responsáveis pela mutreta que prejudica trabalhadores, trabalhadoras e pequenos e grandes investidores, enquanto continua aparecendo na lista dos homens mais ricos do mundo. O rombo das Americanas, afirmam os banqueiros, é fraude, arquitetada por uma quadrilha.

Em outro campo de batalha estão os sindicalistas que lutam para proteger os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da rede varejista, que correm o risco de ser lesados com o pedido de recuperação judicial da empresa.

Lutaremos para garantir empregos e direitos dos trabalhadores nas Americanas, garantiram os presidentes da CUT, Sérgio Nobre, e da Contracs/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comercios e Serviços), e Julimar Roberto, respectivamente, lembrando que as entidades sindicais já entraram com Ação Civil Pública para resguardar esses direitos.

Essa semana, os representantes dos trabalhadores do Grupo Americanas, protocolaram um pedido de mediação no TST (Tribunal Superior do Trabalho). “Temos um pedido de mediação pré-processual para reunir a entidade dos trabalhadores, a entidade patronal CNC e a direção da empresa”, disse ao Painel da Folha o deputado Luiz Carlos Motta, presidente da CNC (Confederação dos Trabalhadores no Comércio).

“Tivemos reuniões, mas ainda não está claro. Precisamos levantar mais dados para entender o que vai acontecer”, afirma Motta.

Com mais de 40 mil funcionários direitos, a Americanas já tem mais de 15 mil ações trabalhistas, que representam, juntas, uma dívida superior a R$ 1,5 bilhão, segundo oito entidades sindicais representantes de comerciários.

Banqueiros a beira de um ataque de nervos

No fim de janeiro, o trio que forma o 3G Capital divulgou nota onde dizia lamentar “profundamente as perdas sofridas pelos investidores e credores, lembrando que, como acionistas, fomos alcançados por prejuízos”, como se nada soubessem sobre o que, em comunicado aos acionistas, a direção da empresa denominou como “inconsistências contábeis”.

É fraude, é crime, não tem discussão”, reagiram os banqueiros. Segundo eles, o clima nas instituições financeiras é de guerra contra os três bilionários.

E a guerra continua. Na quinta-feira (9/02), Ricardo Lacerda, da BR Partners, acusou Lemann, Sicupira e Telles de calote, fraude colossal praticada por uma quadrilha, segundo a jornalista Daniele Madureira, da Folha. “A empresa arquitetou uma fraude colossal, a maior da história do Brasil, claramente perpetrada por uma quadrilha que agia de forma uníssona”, declarou Ricardo Lacerda.

A afirmação do banqueiro deve ter sido feita com conhecimento de causa. Em depoimento ao Estadão, trabalhadores das Americanas disseram que Sicupira, por exemplo, tinha atuação marcante no dia a dia da empresa. A expressão “ordem do Beto” [em referência a Sicupira] era comumente utilizada pelos funcionários para justificar alguma decisão ou comando, disseram os funcionários ao jornal.

Por Redação CUT Nacional, com edição de Marize Muniz

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