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Após anos sem diálogo, Governo negocia com servidores federais

Após enfrentarem animosidade, em um projeto estruturado de desmonte do Estado, as entidades que representam os servidores públicos federais serão recebidas pelo Governo no próximo dia 7 de fevereiro para debater as pautas da categoria. O encontro será realizado no Ministério do Planejamento e Orçamento, bloco K, a partir das 10h.

O reajuste emergencial está no centro das reivindicações das trabalhadoras e dos trabalhadores do setor, que acumulam perdas salariais de, em média, 30%. Além da recomposição dos salários e benefícios, que foram corroídos pela inflação dos últimos anos, o serviço público federal pleiteia, de forma unificada, a revogação imediata das pautas antissindicais, a instauração de mesas setoriais para tratar temas específicos das carreiras, entre outras reivindicações. Leia a íntegra a pauta na aqui.  

Embora o orçamento de 2023 já tenha sido aprovado pelo governo Bolsonaro, com um valor consolidado de reajuste que não repõe sequer as perdas orçamentárias sofridas pela categoria nos últimos quatro anos, os servidores reivindicam que o governo em exercício edite um PLP (Projeto de Lei Complementar) ou uma MP (Medida Provisória) que possibilite a destinação de um montante maior de recursos para o reajuste.

Vale lembrar que, em 20 anos, Bolsonaro foi o primeiro presidente que não destinou nenhuma porcentagem de recomposição salarial ao funcionalismo público federal. O dirigente nacional da CUT, Pedro Armengol, lembrou que, apesar da mudança de governo, é fundamental que a categoria mantenha a mobilização, uma vez que a situação orçamentária e fiscal ─ herança nefasta da gestão de Bolsonaro ─ é extremamente difícil.

“Desde o golpe de 2016, praticamente ficamos sem nenhum diálogo. Nem com o governo Temer e nem com Bolsonaro. Pela origem do presidente Lula, que é voltada a um mandato mais democrático e popular, temos agora essa abertura. A nossa pauta não é só econômica. Um dos pontos de negociação é a institucionalização da negociação coletiva do setor público para que tenhamos esse instrumento como política de Estado e não varie conforme vontade de governo”, explicou Armengol.

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Por Marina Maria, com edição de Leandro Gomes/CUT-DF

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