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CEE recusa proposta da Caixa de criação de banco de horas para trabalho presencial

A CEE (Comissão Executiva dos Empregados) da Caixa Econômica Federal voltou a recusar, em mesa de negociação, a proposta sobre teletrabalho apresentada pelo banco, e a reunião desta terça-feira (23/08) terminou sem avanços. O banco insistiu em condicionar o acordo de teletrabalho à criação de banco de horas para empregados que trabalhem presencialmente. O imbróglio já havia acontecido na reunião do dia 16 de agosto.

O coordenador da CEE, Clotário Cardoso, disse que a Caixa resolveu deixar de lado o que já estava sendo negociado, para propor pontos prejudiciais aos empregados. “Nós viemos negociar teletrabalho. Não podemos vincular esse ponto à criação de um banco de horas para os trabalhadores que estão em modelo presencial”, afirmou.

O representante da Feeb-BA/SE (Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Bahia e Sergipe), Emanoel de Souza, lembrou que “em negociações realizadas anteriormente, ficou combinado que não seria criado banco de horas. Quem está no presencial deve receber pelas horas trabalhadas a mais”.

“A Caixa quer criar banco de horas para o presencial porque há sobrecarga de trabalho. Ao invés de contratar mais para não haver necessidade de os empregados trabalharem além do horário, estão querendo normalizar a sobrecarga sem ter que pagar pelas horas trabalhadas”, completou o representante da Federa/RJ (Federação dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro), Rogério Campanate.

A proposta da representação dos empregados é a garantia de todos os direitos dos empregados e das empregadas que trabalham presencialmente àqueles que exerçam suas funções em regime de teletrabalho, bem como o registro de ponto, a remuneração das horas extras, além dos direitos e garantias previstos na minuta entregue à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), com ajuda de custo pelos gastos hoje assumidos pelos trabalhadores (energia, internet, água etc).

Campanha ilegal

Antes do início da reunião, a CEE denunciou a presidenta da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, de estar usando os empregados do banco para fazer campanha eleitoral para o presidente da República, Jair Bolsonaro. De acordo com os representantes dos trabalhadores, os empregados estão sendo assediados a enviar liberação do uso de imagem para a campanha.

As negociações sobre o teletrabalho foram interrompidas e serão retomadas posteriormente.

Fonte: Contraf-CUT

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