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CUT e demais Centrais saem às ruas na campanha contra os juros altos

Foto: Roberto Parizotti (Sapão)

Esclarecer a população de como a taxa de juros, a Selic, hoje em 13,75%, interfere no dia a dia encarecendo as parcelas do cartão de crédito, a taxa do cheque especial, a alimentação e todo e qualquer produto comprado foi o que fizeram representantes da CUT e demais Centrais Sindicais na manhã de quarta-feira (5/07), na capital de São Paulo. O local escolhido para a panfletagem e diálogo com a população foi a estação de trem do Brás, no Largo da Concórdia, região central onde passam diariamente milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

A manifestação faz parte de uma Jornada Nacional de Luta contra os juros altos e a Política Monetária do Banco Central que ocorre em distintas partes do Brasil.

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A campanha contra os juros altos

A campanha foi lançada pelo presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, no dia 1º de Maio, na festa do Dia do Trabalhador, em São Paulo, que contou a presença do presidente Lula. Em seu discurso, o dirigente CUTista ressaltou que “o Brasil precisa voltar a crescer de forma vigorosa, gerar emprego que o povo precisa; acabar com a fome, que tinha acabado no governo Lula e, que para isso tem de cair a taxa de juros e Campos Neto deixar a Presidência do Banco Central”.

A CUT e demais Centrais têm feito atos contra os juros altos em frente nas capitais em que há sedes do Banco Central. Para o movimento sindical diminuir a Selic é fundamental para o país retomar o crescimento da economia. Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), no dia 21 de junho, a taxa Selic foi mantida, gerando protestos dos representantes dos trabalhadores.

Em nota, a CUT criticou a autonomia do Banco Central e a manutenção de Roberto Campos Neto, um agente do então governo Bolsonaro, como presidente dessa instituição essencial à regulação macroeconômica, que beneficia uma minoria de especuladores e rentistas, em prejuízo da Classe Trabalhadora, quem produz, comercializa, presta serviços, enfim, da maioria da população, que não aguentam as altas taxas de juros praticadas do Brasil.

A manutenção da taxa Selic obriga o governo a gastar mais na negociação dos títulos públicos federais. Mantê-la alta, desnecessariamente, prejudica o investimento produtivo e a geração de emprego e renda. Faz o governo gastar bilhões com juros e ficar com menos recursos para investir em saúde, educação, desenvolvimento científico, moradia, obras e fomentar o investimento produtivo.

O presidente Lula (PT) também tem se manifestado contra os juros altos, mas a decisão de tirar Campos Neto da presidência do BC depende do Senado Federal, depois que o Congresso Nacional decidiu pela independência da instituição.

“Não há explicação”, salientou o presidente, para o patamar atual dos juros no Brasil. “O Senado, quando aprovou a autonomia do Banco Central, estabeleceu alguns critérios para que o Banco Central seja autônomo. Um deles é cuidar da inflação, outro é cuidar do crescimento e do emprego. E ele até agora tem cuidado pouco, porque ele estabeleceu uma meta que, pelo fato de ele não atingir, ele aumentou os juros de forma exagerada”, disse Lula na semana passada.

Leia mais:
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Por redação CUT Nacional, com edição de Rosely Rocha

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