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Paraná também terá reajuste no piso regional após anúncio de Lula

O Paraná terá um novo reajuste do salário mínimo em 2023. O novo valor foi estabelecido na quarta-feira (3/05) em reunião do Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda, após anúncio do Presidente Lula, durante o Ato Unificado do Dia 1º de Maio – Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, do reajuste desta remuneração para milhões de pessoas em todo o Brasil. Isso ocorre porque a fórmula definida no ano passado no Paraná previa um gatilho em caso de mudança na política nacional. Desta forma o novo valor passará para R$ 1.320 já a partir deste mês.

“Apesar da intransigência do patronato que, aliado ao Governo do Estado, colocaram limitações no crescimento do piso regional, nós, da bancada dos trabalhadores, conseguimos incluir esta cláusula certos de que, em caso de vitória de Lula, mudanças benéficas para a Classe Trabalhadora aconteceriam e foi o que aconteceu”, explica o presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller.

Marcio lembra que toda a discussão que envolveu o piso regional no ano passado foi conflituosa, porque a representação patronal tentou, de todas as formas, reduzir a diferença do salário mínimo do Paraná para o restante do Brasil. Esta linha foi adotada pela representação do Governo do Estado. “Desta forma a votação foi fechada sem consenso. A proposta dos representantes do executivo estadual só foi aceita pelo patronal caso a regra fosse válida por quatro anos. Do nosso lado, conseguimos colocar esta regra que agora garante um novo aumento para as trabalhadoras e trabalhadoras”, completou.

Para o economista e diretor técnico do Dieese no Paraná, Sandro Silva, o objetivo dos patrões é justamente reduzir a diferença entre os dois pisos. “Na prática o que o governo de Ratinho Júnior fez foi reduzir essa diferença. O discurso de que o piso do Paraná é muito alto foi assimilada pelo Governo do Estado”, relata Silva.

Sandro Silva explica que com esta mudança os valores do piso regional paranaenses terão reajustes que variam de 7,86% a 8,16%, considerando a inflação acumulada em 2022, de 5,93% segundo o INPC, resultando em aumentos reais que variam de 1,82% a 2,11%

Ainda de acordo com ele, a regra estabelecida, no longo prazo, terá esse feito, de reduzir as diferenças entre um e outro. A política de ter um reajuste menor que o mínimo nacional deve prejudicar os trabalhadores e trabalhadoras do Paraná no já no médio prazo. “Uma nova reunião será marcada para discutir se a regra atual será revista ou não. Acredito que o mais razoável seja aguardar a formalização da proposta do Governo Federal para fazermos a discussão aqui no Paraná”, completou.

A expectativa é que a proposta para a valorização do salário mínimo seja semelhante aos dos governos anteriores nas gestões de Lula e Dilma Rousseff. Neste caso o reajuste é baseado garantido a reposição do ano anterior, além do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos atrás. “Por exemplo, o reajuste do próximo ano teria como base a inflação deste ano e o crescimento do PIB de 2022”, explicou o economista.

Por Redação CUT Paraná

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