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Sai o leite longa vida e entra a cebola na lista de vilões da inflação

O IPCA-15(Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), considerado uma prévia da inflação para outubro, foi de 0,16% e apontou um novo vilão dos preços altos, a cebola, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na terça-feira (25/10).

O quilo da cebola disparou 135% nos últimos 12 meses, o que tornou o vegetal o item de maior alta na prévia da inflação de outubro e fez o consumidor brasileiro chorar só de ver o preço nas gôndolas.

No estado de São Paulo, o quilo do alimento saltou de R$ 2,75 para R$ 7,29 entre setembro de 2021 e setembro deste ano, de acordo com o último levantamento do Procon-SP da cesta básica.

Segundo especialistas, cerca de 70% da colheita da cebola é feita por pequenos produtores familiares, que ficaram sem recursos para investir no cultivo e, por isso, reduziram a área plantada.

O motivo, dizem, é que em 2021 houve um excesso de produção, o que diminuiu o preço pago aos produtores, gerando prejuízos. Além disso, o setor sofreu com imprevistos climáticos no Nordeste, a alta dos preços das matérias-primas, como defensivos agrícolas e fertilizantes e a falta de apoio do governo de Jair Bolsonaro (PL), que não socorreu os pequenos agricultores.

Os preços só devem começar a cair em abril do ano que vem, quando o volume de chuvas deve diminuir e favorecer a produtividade da cebola, disse André Braz, economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas) ao G1.

Leite longa vida saiu da lista de vilões, mas ainda pesa no bolso do consumidor

 

Já o leite longa vida, que já foi o “vilão” da inflação em meses anteriores, foi destaque de baixa no indicador de outubro, caiu 9,91%. Mas os preços ainda precisam cair muito para voltar aos níveis de 2020. De janeiro de 2020 a junho de 2022, o leite longa vida aumentou 73,2%. De julho a setembro de 2022 subiu mais 6,3%. A variação líquida do período foi de 84,2%.

Reajustes no grupo alimentação

No geral, os itens que formam apenas o grupo alimentação e bebidas contribuíram com uma alta de +0,21% nos preços de outubro. Neste grupo o alimento que mais subiu no mês foi a batata-inglesa: 20,11%. Em seguida vem o tomate (6,25%), a cebola (5,86%) e as frutas que subiram 4,61%.

Por Marize Muniz, com edição de Rosely Rocha/CUT Nacional

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